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Sunday, November 25, 2007

Nascer e Morrer Era no tempo de toca-discos. Eu estava ouvindo um long-play com poemas de Drummond e Vinícius. O perigo eram os riscos que fazem a agulha saltar. Felizmente até ali tudo estava liso, sem pulos ou chiados. Era a voz do Vinícius, voz rouca de uísque e fumo. Chegou o poema "O Haver", meu favorito, em que o poeta fazia um balanço da sua vida, o que restara.
"Resta essa capacidade de ternura, essa intimidade perfeita com o silêncio..." "Resta essa vontade de chorar diante da beleza, essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido..." "Resta essa faculdade incoercível de sonhar e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas tomam por esperança..."
Começava, naquele momento, a última quadra, e de tantas vezes lê-la eu já sabia de cor as suas palavras, e as ia repetindo dentro de mim, antecipando o último verso que seria o fim, sabendo que tudo o que é belo precisa terminar. O pôr-do-sol é belo porque suas cores são efêmeras, em poucos minutos não mais existirão. A sonata é bela porque sua vida é curta, não dura mais que vinte minutos. Se a sonata não tivesse fim ela seria um instrumento de tortura. Até o beijo... Que amante suportaria um beijo que não terminasse nunca? O poema também tinha de morrer para que fosse perfeito. Tudo o que fica perfeito pede para morrer.
Depois da morte do poema é o silêncio. Nasceria então uma outra coisa em seu lugar: a saudade. A saudade só floresce na ausência. A voz do Vinícius já anunciava o fim. Ele passou a falar mais baixo. "Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada, ela virá me abrir a porta como uma velha amante..."Eu, na minha cabeça, automaticamente me adiantei, recitando em silêncio o último verso: "... sem saber que é a minha mais nova namorada."
Foi então que, no último momento, o imprevisto aconteceu: a agulha pulou para trás, talvez tivesse achado o poema tão bonito que se recusava a ser cúmplice de seu fim, não aceitava a sua morte, e ali ficou a voz morta do Vinícius repetindo palavras sem sentido: "sem saber que é a minha mais nova, sem saber que é a minha mais nova, sem saber que é a minha mais nova..." Levantei-me do meu lugar, fui até o toca-discos e consumei o assassinato: empurrei suavemente o braço com o meu dedo, e ajudei a beleza a morrer, ajudei-a a ficar perfeita. Ela me agradeceu, disse o que precisava dizer, "sem saber que é a minha mais nova namorada."
Depois disso foi o silêncio. Fiquei pensando se aquilo não era uma parábola para a vida, a vida como uma obra de arte, sonata, poema, dança. Já no primeiro momento quando o compositor ou o poeta ou o dançarino preparam a sua obra, o último momento já está em gestação. É possível que a última quadra do poema tenha sido a primeira a ser escrita pelo Vinícius. A vida é tecida como as teias de aranha: começam sempre do fim. Quando a vida começa do fim ela é sempre bela por ser colorida com as cores do crepúsculo. Não, eu não acredito que a vida biológica deva ser preservada a qualquer preço.
"Para todas as coisas há o momento certo. Existe o tempo de nascer e o tempo de morrer." (Eclesíastes 3.1-2) A vida não é uma coisa biológica. A vida é uma entidade estética. Morta a possibilidade de sentir alegria diante do belo, morreu também a vida, tal como Deus no-la deu - ainda que a parafernália dos médicos continue a emitir seus bips e a produzir zigzags no vídeo. A vida é como aquela peça. E preciso terminar. A morte é o último acorde que diz: está completo. Tudo o que se completa deseja morrer.”
Rubem Alves
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Saturday, November 24, 2007

Minha arte.
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SOBRE OS DOIS LADOS [Heloísa Reis]
Em minhas andanças de arte educadora tenho procurado ensinar, ou melhor, demonstrar às pessoas que para aprender a construir objetos, pintar, escrever ou desenhar é preciso mais do que aprender técnicas e desenvolver habilidades.Criar ou construir novas formas traz como conseqüência novas maneiras de se ver e fazer a própria vida, pois a arte faz com que os homens vejam o mundo com os olhos da alma.Esse processo exige o uso do cérebro de maneira diferente do normal. Estudos de anatomia revelam que com o hemisfério esquerdo do cérebro comandamos todo o lado direito do corpo e todo o nosso sistema racional e consciente, enquanto com o hemisfério direito controlamos o lado esquerdo que representa nosso lado sensível e nosso inconsciente.É com essa forma invertida que nosso cérebro processa a informação visual. E a habilidade de fazer arte parece estar na capacidade de mudar o modo com que nosso cérebro é capaz de ver e perceber a realidade. Observar os vazios, os contrários, as ausências, os significados são atitudes que não apenas enriquecem a observação, mas também revelam a totalidade de todas as coisas.Portanto, ser artista não é difícil, apenas é preciso aprender a ver diferentemente. E essa mudança mental trará um duplo beneficio: a possibilidade de ver as coisas de modo diverso e a de acessar por vontade consciente o hemisfério direito do cérebro.Essa experiência leva a uma modalidade de consciência ligeiramente alterada, que permite o desenvolvimento de capacidades artísticas significativas. Ao usar os dois hemisférios o artista pode envolver-se com seu trabalho de tal forma que ele e trabalho tornam-se um. E é aí que reside a autenticidade da obra.É possível então que se estabeleçam relações não usuais. Por exemplo, o tempo se evapora, os pensamentos se concentram, a racionalidade desaparece para dar lugar à poesia. Este estado, talvez já experimentado por muitas pessoas, pode ser atingido também pela meditação e muitos exercícios podem servir de estímulo. Basta que estejamos dispostos a usar os dois lados do nosso cérebro
Heloisa Reis - Arte Educadora
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Thursday, November 15, 2007

O reencontro. Estava com muita saudades. Que bom seria se nao houvesse separacoes.
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E o outono, as folhas mudam de cor, o vento sopra e elas caem.
Mas antes de cair fica tudo muito colorido, tons de amarelo, vermelho, laranja.
E rapido, tem que parar e observar porque logo as arvores estarao despidas ate que a primavera venha.
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Wednesday, October 31, 2007



My jewerly. Work made by Polymer Clay
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Friday, August 24, 2007

Tuesday, August 21, 2007

Alguns lugares em Baltimore
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Pela primeira vez fui num restaurante brasileiro, aqui nos EUA. Fogo de Chao, churrascaria em Baltimore-Maryland
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Olha que coisa mais fofa! Lua e o filhote da Ola.
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Saturday, August 04, 2007

minhas artes em acrilico,pastel e aquarela


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Wednesday, August 01, 2007

Sunday, July 15, 2007

Monday, July 09, 2007


De onde vem esse sentimento?
Quem tem culpa no cartório?É a minha companheira inseparávelSua fidelidade é incomparávelE me perdoa por não ter razãoA minha culpa de estimaçãoCulpa de EstimaçãoCazuza / Roberto FrejatKatia Horpaczky A culpa é um sentimento que causa o ódio de si mesmo e com isso aautopunição e o desequilíbrio emocional. Isso acontece porquegeralmente nasce de uma exigência, de algo que não queremos fazer eque pode nos levar a submissão. A culpa talvez seja o método maiseficaz de fazer com que uma pessoa se submeta aos caprichos ou desejosde outra.O sentimento de culpa ganhou requintes familiares e muitos pais usamdesse sentimento para conduzir seus filhos, educando-os através dachantagem emocional, ou do "... se confessar que teve culpa euperdôo-o".
Antigamente era comum, ou talvez ainda aconteça seja nos dias atuais,o pai ou a mãe, quando não tinham um resultado louvável segundo seusdesejos, costumavam fazer imposições aos filhos fazendo uso detécnicas culpáveis do tipo: "Deus castiga...", "isso é pecado...", "euvou morrer de tanto desgosto...", "você quer me matar..." ou aindapunindo com ameaças de falta de amor ou proteção e até mesmo a ameaçade uma exposição pública. Isso só ajuda a produzir uma confusão deidéias e lógica de raciocínio por meio do mal estar emocional.
A culpa é um sentimento que não nasce dentro de nós, precisa serimplantado por outra pessoa e em seguida ser assimilada, quanto maissugestionável ou ingênua for à outra pessoa, maior será a suaautodestruição. Na medida em que a culpa vai sendo cultivada, cria-semaior dependência ao locutor, aumentando o desconforto interior e, comisso, maior submissão.Quando não fazemos algo que gostaríamos de ter feito ou que poderíamoster feito, sentimos um pequeno desapontamento que subitamente se vai,a isso chamamos de remorso. Aí está a diferença entre culpa e remorso,o remorso é um sentimento que nasce dentro da gente, enquanto a culpavem de quando nos é exigido algo que não temos vontade, que não temoscapacidade ou vocação para fazer. Pela falsa compreensão que temos,exigimos isso de nós mesmos: em forma avaliação e, conseqüentemente,de condenação, resultando em culpa de não termos conseguido.
A culpanada mais é que o desejo que os outros tem em dominar a outra pessoa.Cultivar esse sentimento é aceitar essa dominação, é responsabilizar-se pelos remorsos dos outros, pelas incompetências dosoutros, pelas frustrações dos outros.Cada um de nós tem o seu próprio ideal, seu limite, seus recursos e asua vocação. Para nos livrarmos da culpa basta fazermos apenas o quenos é correto, seguindo nossa consciência, fazer o que não cause danosa nós mesmos ou aos outros. Parar de fazer o que anula nosso livrearbítrio, fazer apenas o que está dentro da nossa capacidade de fazerou aceitar, dentro das nossas limitações e recursos, sem termos queagradar o outro o tempo todo. Podemos dizer que o afeto dos outros é aforma de interação social mais desejada. Buscamos esse afeto agradandoao outro, fazendo o que o outro gosta, sendo bem-sucedido, cuidando daaparência e, sobretudo, não procurando desagradar ninguém que nos sejaimportante.Nós podemos apenas colaborar com os outros conforme a nossa vontade ouafinidade. Agora, submeter-se à vontade do outro só para ser aceito,para agradar, é renunciar ao nosso direito, é comprometer nossaauto-estima.Culpa advém das regras do grupo em que se vive e se valoriza. Se nãovalorizássemos as outras pessoas de nossas relações, não sentiríamosculpa quando fizéssemos coisas que as levariam a sofrer, seríamosindiferentes.
O problema maior da culpa é a imposição de sanções AOINDIVÍDUO e não ao comportamento específico que produz algumaconseqüência aversiva para os outros e para si.Devemos aproveitar cada momento de nossa vida para melhorar nossasatitudes sem medo de que alguém nos culpe, sem medo de sermos comisso egoístas, mas sim porque nos leva a nossa prosperidade e a nossaevolução.Quando sentimos culpa, estamos em guerra conosco próprios. Violamos algum dos padrões de comportamento muito nossos. Sendo assim, será amelhor altura para passarmos em revista os nossos padrões depensamento e comportamento, pedir desculpa, fazer compensações econcessões, aprender com a experiência e aprender a desculparmo-nos.Esse também é um grande aprendizado.A aprendizagem faz-se com erros. Por isso, devemos interiorizar aidéia de que pelo fato de termos cometido um erro, isso não significade todo que sejamos um erro.A vida nos pede apenas que façamos nossa parte, nossa função, nossa obrigação... Não cabe a nós viver ou resolver a vida dos outros,podemos apenas orientar, ensinar, ajudar, mas nunca conduzir os outrosou deixar ser conduzido.Katia Horpaczky é psicóloga clínica
e-mail:
vivacomqualidade@hotmail.com
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Sunday, July 08, 2007

Comemoracao de 4 de julho
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A Sasha deve ter seus filhotinhos essa semana. A mamae espera ansiosa.
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a sasha esta pra ter filhotes

Tuesday, May 22, 2007

Exigências DA vida moderna
Dizem que todos OS dias você deve comer uma maçã por causa do Ferro. E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá Verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos OS dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-Los, o que consome o dobro do tempo.
Todos OS dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos OS dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra Suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar OS dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar OS dentes depois DA maçã, DA banana, DA laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um Equipamento de som, porque entre a água, a fibra e OS dentes, você vai passar Ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por Dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos OS dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia Volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando?
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos OS dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que Ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e Nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, Pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova OS dentes.
Chame OS amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca DA sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois DA cerveja, do vinho e DA maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau...
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Luís Fernando Veríssimo
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Esse lugar eh muito bonito
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Saturday, April 07, 2007