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Sunday, May 29, 2011

Redacao erotica

REDAÇÃO DE ALUNA DA UFPE Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.Redação:

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos,
num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Saturday, May 28, 2011

Para perder o medo de voar
Não adianta dizer que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo. Para quem tem medo, as estatísticas pouco importam, pois nada é capaz de aliviar a tensão. Basta entrar na aeronave para a mão começar a suar, a boca secar e o coração acelerar. Mas, segundo o comandante Luiz Bassani, todo esse pânico pode ser resolvido com a informação. Para tentar amenizar esse medo que atinge tantos viajantes ao redor do mundo, ele acaba de lançar o livro O Mundo do Avião - E Tudo que Você Precisa Saber para Perder o medo de Voar , pela Editora Globo.Bassani conta que a idéia do livro surgiu no dia-a-dia de seu trabalho. Quando percebia que estava levando a bordo uma pessoa que tinha medo de voar procurava acalmá-la dando explicações sobre todos os mecanismos de uma aeronave. Também fazia questão de levá-la até a cabine de comando. “Percebia que elas, tendo as respostas para suas dúvidas e entendendo melhor o procedimento de uma aeronave, ficavam mais aliviadas”, conta.No livro, o ex-piloto tentou resumir as dúvidas mais corriqueiras ouvidas nos seus 31 anos de profissão e 17 mil horas de vôo. A publicação fala de todo o processo que envolve uma viagem, desde a formação de um piloto até sobre os rituais de planejamento de um vôo, como o estudo de cartas meteorológicas, escolha de rota e checagem de aeroportos alternativos para emergências.O Mundo do Avião esclarece ainda, de maneira simplificada, o pouso e a decolagem e a tão temida turbulência, segundo o autor, a maior causa de pânico. “A grande dúvida é a turbulência. Todo mundo fala que o avião cai no vácuo, mas isso não existe”, diz. A explicação, de acordo com ele, é a seguinte: o avião se apóia sobre um colchão de ar firme. Mas, às vezes, ele passa por camadas de ar um pouco mais instáveis. Isso ocorre porque as moléculas se movimentam por inúmeros fatores, como, por exemplo, a mudança de temperatura. Durante a turbulência, o piloto tenta encontrar uma nova camada de ar firme estável, por isso você sente que ele perde altitude, o que gera aquele desagradável frio na barriga.Arremetida – Outra questão freqüente, e preocupação dos passageiros, é sobre a arremetida – quando o avião está pousando e tem de decolar novamente, antes que encoste na pista. “Arremeter é mais fácil que decolar porque a aeronave já está voando. Arremetida é como se você tivesse de fazer um retorno porque errou a entrada”, simplifica. Segundo Bassani, o avião só cai por dois motivos: se ele for derrubado ou se perder uma superfície aerodinâmica, como a asa ou a cauda.Para o comandante, quem tem medo de voar não pode ter vergonha de dizer. “Se os comissários souberem do medo eles vão ajudar no que precisar. Não posso garantir que 100% deles estão preparados para a situação, mas a maioria sabe explicar o que é o barulho, a instabilidade etc.”Além da parte técnica, o livro também conta com uma seção inteira dedicada ao bem-estar e dicas de viagem. Traz alguns exercícios de relaxamento para aliviar a tensão durante o vôo, conversões de medidas de calçados, roupas e temperatura, telefone das principais embaixadas brasileiras em todo o mundo e até uma lista do que não pode faltar em sua mala de mão. Remédio contra enjôo, escova e pasta de dentes, hidratante para mãos e corpo são alguns dos itens fundamentais.A hidratação, aliás, é algo que tem de ser feito regularmente durante a viagem. Como a umidade do ar na aeronave é muito baixa é indicado que se beba um copo dágua a cada uma hora. É só seguir os conselhos do comandante e boa viagem.
Posted by Picasa

Monday, May 23, 2011